Gal. Bento Gonçalves da Silva

BIOGRAFIA E RESENHA HISTÓRICA DO NOSSO PATRONO

Gal. Bento Gonçalves da Silva
23.09.1788 - 18.07.1847


Bento Gonçalves da Silva nasceu a 23 de setembro de 1788, em Triunfo, sendo filho de Alferes Joaquim Gonçalves da Silva e de Dona Perpétua Meireles.

Pela instabilidade da vida militar do pai, Bento Gonçalves passa a infância na Fazenda Piedade. Aprende depressa a ler e a escrever, revelando viva inteligência. Entrega-se aos livros que o acaso lhe põe nas mãos. Assimila com facilidade, sem ajuda, o que está ao seu alcance, sobretudo no que tange à história universal, principalmente a história Romana.

O pai, seguindo a regra portuguesa, entendeu que o melhor caminho para o saber era o sacerdócio. Mas, Bento não concordou. Outro filho, Roberto, iria ser padre em seu lugar.

Enquanto crescia, fez seu iniciado nas lides campeiras da fazenda do pai. Montando com desembaraço começou a ajudar no pastoreio. No contato diário com os homens do campo, nas conversas de galpão, constrói a sua experiência humana. Ouve os feitos dos seus antepassados e extasia-se com a sua grandeza. Sonha, talvez, um dia poder ser também um herói.

Ainda menino, amanheceram nele as qualidades que o tornariam um grande homem.

O pai servia-lhe de exemplo e até a sua morte haveria de consultá-lo e ouvi-lo nos mínimos detalhes de sua vida, ajudando-o a formar o seu caráter, impregnado do mais acentuado espírito de justiça.

O seu genitor era um abastado fazendeiro no atual município de Camaquã, então Distrito de Triunfo, possuindo, por compra, as sesmarias do Cristal, do Cordeiro, do Duro, de Santo Antônio do Paraíso, das Sobras e outras, atingindo o posto de Capitão e tendo sido vereador da Câmara de Porto Alegre, Tesoureiro da delegacia Fiscal e Deputado Provincial.

Por volta de 1806, Bento Gonçalves, já homem feito, indo fazer compras em uma venda de vila, foi desrespeitado e desafiado para um duelo a espada por um dos valentões do lugar, temido por todos, por seus modos fanfarrões e vidas que já tirara. Bento aceita o desafio, apesar dos seus 18 anos. O encontro tem lugar no Capão do Coqueiro. Após violenta luta, onde cada tinir de espadas podia representar o fim de uma existência, o desafiante tombou para sempre.

Em princípio desse mesmo ano, seu irmão mais velho, João, recebeu carta do pai mandando que Bento assentasse praça. Estava selado o destino do nosso Patrono.

Or. de Porto Alegre, agosto de l998.
Peri Silveira
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